Polícia Civil ouve Bolsonaro em inquérito sobre arma apreendida em blitz no DF

Redação / 93FM
Ton Molina/STF

 A Polícia Civil do Distrito Federal ouve, nesta terça-feira (23), o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz realizada na semana passada em Brasília.

O depoimento será prestado presencialmente no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da Polícia Civil para que a oitiva fosse realizada por videoconferência, citando restrições legais ao uso de meios eletrônicos.

A arma, uma pistola Glock 9 mm registrada em nome do ex-presidente, estava em um veículo conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e responsável pela segurança de Bolsonaro. O armamento foi apreendido porque não estava acompanhado do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), embora constasse como regularmente registrado.

O militar já prestou depoimento e afirmou que levava a arma para reparo, com a intenção de devolvê-la ao ex-presidente após a manutenção.

Defesa cita condições de saúde

Em manifestação enviada ao STF, a defesa de Bolsonaro afirmou que integrantes da equipe de segurança retiraram o percussor da arma, tornando-a inoperante, sem conhecimento prévio do ex-presidente.

Segundo os advogados, a medida foi adotada em razão dos efeitos das medicações psiquiátricas utilizadas por Bolsonaro, que poderiam afetar sua cognição. A defesa sustenta que o ex-presidente percebeu uma falha no funcionamento do armamento e solicitou que um dos militares responsáveis por sua segurança providenciasse o conserto.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, em razão de um quadro de broncopneumonia.


Por: Metro1

Tags