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O governo do Irã cobrou nesta segunda-feira (20) uma manifestação oficial da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre os recentes bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas. Segundo Teerã, a agência da ONU deve condenar os ataques, que, de acordo com as autoridades iranianas, atingiram a usina nuclear de Darkhovin, ainda em construção, no sudoeste do país.
Durante entrevista coletiva em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que espera um posicionamento claro tanto do Conselho de Governadores da AIEA quanto do diretor-geral da entidade. "O Irã espera que o Conselho de Governadores da AIEA e o Diretor-Geral da AIEA declarem claramente sua posição sobre o assunto, condenando o crime dos EUA", declarou.
Além de Darkhovin, a agência estatal Irna informou que os bombardeios também atingiram diferentes pontos da cidade portuária de Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear civil em operação no país. Já o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) informou ter encerrado a nona noite consecutiva de ataques contra o território iraniano. Segundo os militares americanos, os alvos incluíram centros de comando, sistemas de defesa aérea, bases de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação, com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de ameaçar embarcações que circulam pelo Estreito de Ormuz.
O governo iraniano também reforçou que não permitirá que o Estreito de Ormuz seja utilizado para comprometer a segurança nacional. Baghaei afirmou que o país está disposto a adotar as medidas necessárias para proteger sua soberania e seus interesses. A escalada militar ocorre após a confirmação da morte de três militares americanos — dois em uma base na Jordânia e um durante uma operação no norte do Iraque.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou as perdas. No sábado (18), o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo pela união da população diante do agravamento das tensões entre Teerã e Washington.
Por: Metro1