Nordeste ganha 1,1 milhão de eleitores e pode favorecer Lula em 2026

Redação / 93FM

Ricardo Stuckert

O Nordeste ganhou 1,14 milhão de eleitores desde as eleições de 2022, enquanto o Sudeste perdeu 378.090 votantes, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados nesta segunda-feira (20). A mudança no perfil do eleitorado brasileiro pode influenciar a disputa presidencial de outubro e representar uma vantagem para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar da redução, o Sudeste continua sendo o maior colégio eleitoral do país, com 66,33 milhões de eleitores aptos a votar. O Nordeste aparece em seguida, com 43,53 milhões de votantes.

A diferença no crescimento das duas regiões ganha relevância diante do histórico das últimas eleições presidenciais. Em 2022, Lula teve desempenho expressivo no Nordeste e venceu Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno com 69,34% dos votos válidos contra 30,66%.

No Sudeste, por outro lado, o resultado foi favorável a Bolsonaro. O então presidente obteve 54,26% dos votos válidos, contra 45,74% de Lula.

Com o aumento do eleitorado nordestino e a redução no número de votantes do Sudeste, a composição do eleitorado nacional pode alterar o peso relativo das regiões na corrida presidencial. O cenário é especialmente relevante para Lula, que historicamente apresenta desempenho mais forte no Nordeste, e para o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência e representante do campo político de direita.

São Paulo concentra perda de eleitores

A redução do eleitorado no Sudeste foi puxada principalmente por São Paulo. O estado passou de cerca de 34,7 milhões de eleitores em 2022 para 34,1 milhões em 2026.

Embora Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo tenham registrado crescimento no número de eleitores, o aumento não foi suficiente para compensar a queda paulista. Com isso, o Sudeste terminou o período com saldo negativo de 378.090 votantes.

Nordeste cresce em todos os estados

O eleitorado nordestino aumentou em todos os nove estados. Os maiores crescimentos percentuais foram registrados no Piauí, com 5,2%, e na Paraíba e em Alagoas, ambos com alta de 5%. A Bahia também registrou aumento no número de eleitores, embora em ritmo mais moderado, com crescimento de 0,3% em relação a 2022.

Embora a distribuição do eleitorado, isoladamente, não determine o resultado de uma eleição, a mudança demográfica pode influenciar as estratégias dos candidatos e a disputa por votos em regiões consideradas decisivas para a eleição presidencial.

Eleitorado cresce no país

O Brasil chega às Eleições Gerais de 2026 com 158.745.463 eleitoras e eleitores aptos a votar, segundo estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa um crescimento de aproximadamente 2,3 milhões de pessoas em comparação com 2022, quando 156.454.011 brasileiros estavam aptos a participar da votação.

Por: Neison Cerqueira/ Bahia.ba

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